Novas Regulamentações

Entenda as mudanças na legislação imobiliária e como elas afetam compradores e vendedores no mercado atual

Principais mudanças na legislação e regulação

  • O Sistema Financeiro da Habitação (SFH) teve o valor máximo elegível para financiamento elevado de aproximadamente R$ 1,5 milhões para cerca de R$ 2,25 milhões, ampliando o acesso à classe média.
  • As regras de direcionamento dos recursos da poupança para crédito imobiliário foram flexibilizadas: bancos poderão, ao longo de um período de transição, usar mais livremente esses recursos, desde que mantenham volume de financiamentos habitacionais ativos.
  • Uma nova lei redefiniu a maneira de atualização dos valores de imóveis, com critérios mais claros em relação a índices oficiais (por exemplo, IPCA) e periodicidade fixada para reajuste de valores de imóveis para venda ou aluguel.
  • Também está em curso a criação de um sistema nacional de cadastro único dos imóveis (como um “CPF do imóvel”), que integrará dados como destinação, registro e tributação — o que amplia a fiscalização e exige maior atenção documental.

Impactos para quem compra

  • Compradores se beneficiam de maior teto de financiamento, o que permite imóveis de valor mais elevado entrarem no SFH com taxas potencialmente melhores.
  • A mudança de índice e periodicidade de atualização de valores dá mais previsibilidade no custo total do imóvel, evitando surpresas com reajustes arbitrários.
  • A maior transparência documental e registro único facilita a diligência prévia (due-diligence), reduzindo risco de imóveis com irregularidades ocultas ou divergências cadastrais.

Impactos para quem vende

  • Vendedores devem ter em mente que os novos critérios de atualização de valores impactam a negociação: valores precisam estar alinhados com índices oficiais e documentados para evitar questionamentos.
  • Imóveis fora do SFH ou de valor elevado precisarão observar se o comprador terá acesso ao novo teto de financiamento, ou se terá que recorrer ao SFH ou ao sistema alternativo, o que pode impactar o tempo de venda.
  • A exigência de cadastros e registros mais integrados implica que vendedores devem revisar toda a documentação (cartório, prefeitura, registros fiscais) para evitar impedimentos ou ajustes durante o fechamento da venda.

Cuidados práticos e recomendações

  • Antes da compra ou venda, verificar: matrícula do imóvel, destinação (residencial/comercial), situação fiscal (IPTU, ITBI), registro em cartório e existência de empréstimos ou gravames.
  • No caso de financiamento, averiguar se o imóvel se encaixa nas novas regras do SFH (valor, localização, tipo de construção) ou se será necessário financiamento por sistema diferente, com taxas provavelmente mais altas.
  • Ajustar contratos contemplando a nova lei de atualização de valores: especificar índice de reajuste (ex: IPCA), periodicidade e clausulas de revisão, para que ambas as partes estejam protegidas.
  • Vendedores devem atualizar avaliação de mercado considerando os novos critérios regulatórios e transparência documental — isso fortalece a negociação e reduz risco de litígios.

O que muda no médio prazo

Com essas mudanças, espera-se que o mercado ganhe mais liquidez, especialmente no segmento de classe média, e que compradores sintam menos barreiras para adquirir imóvel. Por outro lado, os vendedores que estiverem desatentos poderão encontrar obstáculos — seja na documentação, seja no financiamento ou no valor negociado.

A nova regulamentação cria um ambiente mais alinhado às boas práticas, com maior segurança jurídica, mas exige que todos — compradores, vendedores, corretores, incorporadoras — estejam atualizados e atuem de forma diligente.

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