A nova era do financiamento habitacional para famílias de renda média no Brasil
O governo federal anunciou recentemente um pacote de medidas que visa ampliar o acesso ao crédito imobiliário para famílias da classe média, promovendo a compra da casa própria por quem até então encontrava dificuldades de enquadramento ou condições desfavoráveis.
O que muda
As principais alterações incluem:
- O limite máximo do valor dos imóveis financiados pelo sistema habitacional de facilidade (Sistema Financeiro da Habitação – SFH) sobe de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões.
- A porcentagem de financiamento concedida por bancos pode aumentar, por exemplo, a Caixa Econômica Federal passou a oferecer até 80% do valor do imóvel para famílias da classe média.
- A taxa de juros no SFH é limitada a até 12% ao ano, para os novos contratos nesse modelo.
- O volume de recursos para crédito habitacional será ampliado: o novo modelo permitirá liberação de aproximadamente R$ 111 bilhões em novos financiamentos até 2027.
- O modelo entra em fase de transição ainda em 2025, com vigência plena prevista para início de 2027.
Quem será beneficiado
As famílias de renda média, especialmente aquelas com renda mensal na faixa de R$ 12 mil a R$ 20 mil, são o foco desse novo sistema. Também imóveis com valor até cerca de R$ 1 milhão têm destaque, justamente para atender o “meio do mercado” que antes ficava desassistido.
Por que essa mudança era necessária
Há anos o segmento da classe média vinha sofrendo com:
- Financiamentos difíceis fora das faixas populares ou programas sociais.
- Altas taxas de juros e menor oferta de recursos destinados ao crédito imobiliário para esse perfil.
- Aumento de custos de construção, menor disponibilidade de crédito via poupança e retração de lançamentos para a faixa média.
Desafios ainda existentes
Apesar das boas notícias, há condições importantes a serem observadas:
- A taxa de juros ainda elevada e variabilidade econômica podem tornar o financiamento menos acessível ou mais caro.
- A construção de imóveis para a classe média depende de viabilização financeira dos empreendimentos — ou seja, para que os lançamentos aconteçam e as vendas fluam.
- A implementação plena das regras depende de prazos longos, com transição até 2027, o que significa que a total expansão do benefício ainda está por vir.
Conclusão
Para famílias que antes enfrentavam barreiras para o financiamento habitacional, o novo modelo representa uma oportunidade real de compra da casa própria. Mas o sucesso dependerá da continuidade da queda das taxas de juros, da viabilização dos empreendimentos para esse perfil e da adaptação das instituições financeiras ao novo modelo.
Se você está pensando em comprar um imóvel nos próximos anos, vale monitorar essas novas condições, conversar com o banco ou corretor e ver se o imóvel de interesse se enquadra nas novas regras.





